25.7.17

Anotações aleatórias #5

Coisas que eu gosto num homem:

1) Inteligência: Eu já tive a oportunidade de sair com caras bem bonitos, inclusive um modelo e um DJ descolado, mas que, infelizmente, eram verdadeiras portas quando abriam a boca. Por isso, bem mais importante que beleza, amo homens que sabem me fazer rir com conversas bestas, mas que também sabem manter uma conversa profunda e cabeça. Bônus extra para os homens que gostam de ler, falam bem e escrevem mensagens sem abreviações (não escreva coisas como “niver” e “pq?” perto de mim, morro com isso).

2) Bom senso: Para não se tornar um homem invasivo, controlador e chato. Além disso, tenha bom senso para saber que não tenho obrigação de estar 24 h disponível nem tenho que ir a todos os eventos de família ou sei lá o quê que aparecer. Nós somos namorados, não somos casados! Credo.

3) Cheiro: Muitos anos atrás um colega de curso me disse que se um homem não pode ser bonito nem gostoso, seja cheiroso. Eu, que amo dar beijinhos e cheirinhos no cangote, só tenho motivos para concordar.

22.7.17

Dose mensal de loucura

Estou no quarto ciclo sem tomar anticoncepcional, depois de quase dez anos usando continuamente. Há um movimento cada vez maior de mulheres abolindo as pílulas, por medo dos efeitos colaterais ou por vontade de investir em outros métodos, mas, no meu caso, foi uma simples questão de esquecimento. Como não me lembrei de comprar uma cartela nova, aproveitei a oportunidade para ver como o meu corpo reagiria.

Eu sempre sofri com cólicas que me deixavam de cama, fluxo bem intenso e uma TPM louca, o que acabou sendo um dos principais motivos para continuar usando anticoncepcional, mesmo nas épocas em que eu estava sexualmente inativa. Assim fui me acostumando, testando marcas diferentes até encontrar a que funcionava melhor para mim, concluindo que os prós eram maiores que os contras. Meu ciclo se tornou programado, minha TPM era mínima, as cólicas sumiram da minha vida, nunca mais tive anemia. 

Infelizmente, há uns dois anos comecei a ter muitas crises de enxaqueca no período menstrual. Às vezes duravam um dia, três ou a semana inteira. Às vezes era apenas uma dor tolerável, noutras era uma crise completa, com aura e vômitos, o que acabou me incomodando bastante e me fazendo refém de remédios que me colocavam para dormir (fato triste: sou alérgica a uma penca de medicamentos, então quando sinto muita dor, uso um relaxante muscular que me faz dormir umas quinze horas seguidas). 

Numa das minhas consultas com a neurologista questionei se o anticoncepcional estava piorando minha enxaqueca, mas ela somente disse que as dosagens das pílulas atuais eram muito baixas e que provavelmente não estavam interferindo. O fato é que depois de pausar a pílula, tanto a frequência quanto a intensidade das minhas enxaquecas diminuíram; as minhas cólicas até agora estão suportáveis, meu fluxo está moderado, minha libido está incrível, porém, meu corpo está fora de controle. 

Sinto que a minha pele está uma bagunça, fico com retenção de líquido, tenho compulsão por doces feat. comida gordurosa, minha menstruação chega em qualquer dia da semana e não sei quando começa ou termina uma TPM. Vivo numa gangorra entre estar tagarela e sentimental, logo em seguida irritada, depois deprimida e com a autoestima péssima.

Sendo bem sincera? Admiro quem consegue viver bem sem pílula, mas não sou nenhuma ativista radical. Cada um reage de uma maneira diferente, sabe os métodos que funcionam melhor para si, sabe o que melhora sua qualidade de vida ou não. Para mim, as pílulas traziam benefícios e por isso não sei se estou pronta para fazer uma pausa definitiva. Ter novamente crises fortes de enxaqueca é algo que me assusta, mas estou esperançosa de que minha ginecologista encontrará uma solução que seja confortável para mim e segura para o meu corpo.

Enquanto isso, habemus paciência.

13.7.17

TAG – 13 perguntas pessoais

Encontrei no blog da Cacá.

1. O que costuma pedir no Starbucks?
Não tem Starbucks na minha cidade.

2. Qual item do teu armário tu não consegue viver sem?
Calça jeans. É a primeira peça que pego quando estou com preguiça de me arrumar, quando não tenho tempo para depilar a perna ou quando estou com TPM e acho todas as minhas roupas horrorosas. Calça hoje, calça amanhã, calça para sempre!

3. Diga uma coisa que as pessoas provavelmente não sabem sobre ti.
É uma coisa bem idiota, mas quando estou lavando o cabelo tenho medo de ficar de costas para o ralo. Isso porque quando eu era pequena, a minha tia encheu um ralo de gel de cabelo e me disse que aquilo era o monstro do filme A Bolha Assassina querendo pegar a gente. Eu acreditei né.

4. Diga uma coisa que você quer fazer antes de morrer.
Ainda quero me casar de novo e tal, mas nem que seja por um mês só, me deixem morar sozinha. Por favor, nunca te pedi nada.

5. Qual comida que você não consegue viver sem?
Pão. Por mais que eu tente diminuir a quantidade é algo que não consigo tirar da minha dieta. Carboidrato é muito amor 💕

6. Qual a frase que rege a sua vida?
“Be Strong”. Gosto tando dela que talvez um dia eu faça uma tatuagem.

7. O que você gosta e não gosta sobre o YouTube?
Eu gosto de ver os programas que perdi, os episódios de Girls in The House, descobrir novas músicas e aprender coisas úteis. Não tenho a mínima paciência para perder tempo vendo esses youtubers falando besteira e menos ainda para vídeos longos. Até mesmo quando é um vídeo com dicas para concursos públicos eu desisto de assistir se dura mais que 15 minutos ou se a pessoa fica enrolando e repetindo a mesma coisa.

8. Qual a música que mais ouve?
Um cover de The Scientist.

9. Como definiria o teu estilo?
Básico.

10. Número favorito:
Cinco.

11. Dois hobbies:
Ler e assistir séries.

12. Duas coisas que te irritam:
Barulho e ficar com sono.

13. Um prazer culposo…
Junk food.

8.7.17

Meu tipo de homem

Meu tipo de homem tem o cabelo bagunçado, uma barba gostosa e me empresta o casaco quando digo que estou com frio. Meu tipo de homem se arruma para me ver, mesmo que seja numa tarde preguiçosa de domingo, e usa perfume para que eu sempre lembre do seu cheiro.

Meu tipo de homem tem paciência para suportar cada um dos meus medos. Meu tipo de homem me coloca no colo e diz que tudo vai dar certo. Meu tipo de homem segura minha mão, sempre que caminha ao meu lado, e me dá beijos carinhosos.

Meu tipo de homem não me manda flores nem caixas de chocolate, mas me surpreende com atitudes que demonstram o seu amor. Meu tipo de homem não é apressado, não invade as minhas roupas sem consentimento e não me força a fazer o que não quero. 

Meu tipo de homem ri das minhas manias idiotas, mas consegue sentir saudade de todas elas. Meu tipo de homem pergunta como foi o meu dia e me faz sorrir até nos mais desbotados.

Meu tipo de homem gosta de ler e é o único para quem empresto os meus livros. Meu tipo de homem é educado, me respeita como pessoa, não me pressiona para ter um filho. Meu tipo de homem gosta de beber café, entende de tudo um pouco, e, inclusive, sabe o que é a rebimboca da parafuseta.

Pode ser que o meu tipo de homem saiba dançar. Ou não. Mas, com certeza, se esforçaria para me acompanhar e dizer sob um céu estrelado o quanto me ama. Meu tipo de homem se importa com as coisas que faço, me incentiva a crescer e diz que sou linda, mesmo quando estou sem maquiagem.

Meu tipo de homem talvez não exista. Mas me rendeu um texto tão bonito!

10.6.17

Meu bloco de montar perdeu o encaixe

Eu demorei muito tempo para me sentir bem sozinha. Ficava incomodada quando as pessoas diziam que eu era antissocial (uma definição equivocada, pois o certo seria dizer que sou introvertida, mas tudo bem) ou que minha vida era muito sem graça. Parece que se você não vive rodeado de amigos, se não sai todos os finais de semana, se não posta fotos na balada ou se não tem um namorado, deve haver algo muito errado com você. 

Não vou dizer que não sinto falta de ter contato com as pessoas, sim, eu sinto. Tem dias que eu queria sair, tomar um café, conversar além do trivial, descobrir uma coisa nova. Acontece que, há muito tempo, eu tenho a sensação de que não me encaixo mais entre as pessoas que eu conhecia. 

Logo depois que me formei, por exemplo, eu estava desempregada e começando a ficar desanimada com isso, então aceitei ir num bar com uns colegas que eram da minha turma. Eu queria jogar conversa fora, dar umas risadas e esquecer meus problemas um pouco, sabe? Só que, praticamente todo o tempo que fiquei lá sentada, me senti um peixe fora d'água. Eles faziam piadas entre sim, comentavam sobre o trabalho, sobre as pessoas do trabalho, tinham uma porção de assuntos novos e diferentes. Resumindo: a companhia deles não fazia mais sentido para mim. 

Quando me casei, os assuntos de gente solteira não me interessavam mais, quase tudo terminava soando infantil e bobo demais para mim. Quem se importa se João está enrolando Maria ou se Pedro deu um fora em Josefa, se eu tenho contas para pagar e problemas domésticos para administrar? A solução era apenas ouvir, balançar a cabeça, dar um sorriso e pronto. 

Nem mesmo com o então marido eu tinha abertura para discutir coisas que eu gostava, como o último livro de fulano ou o filme de sicrano que passou no festival tal, porque infelizmente eu aceitei rápido demais me casar e só depois descobri que a gente não era compatível. (Algo que pretendo nunca mais repetir; se for para me casar de novo, que seja com alguém que tenha interesses em comum e desejos bem parecidos com os meus).

Quando fiquei solteira novamente, a sensação de desencaixe foi pior ainda. Primeiro porque passei vários meses trancada em casa, num estado lamentável de depressão e morrendo de medo e vergonha do julgamento alheio. Segundo porque todo o desgaste que sofri mudou tantas coisas em mim, que me tornei bem seletiva em relação às pessoas que eu queria por perto. Terceiro porque a maioria das pessoas que eu conhecia estavam namorando sério, se casando ou casadas, curtindo o primeiro filho ou morando fora. E quarto, porque eu decidi estudar para concursos públicos, o que ocupa boa parte da minha vida e das minhas conversas.

Hoje o grosso da minha vida social se resume a conversar com outros concurseiros. Não estou reclamando, afinal, existe muito incentivo nos dias de maré baixa e certas coisas somente outro concurseiro teria paciência para ouvir. Mas é que de vez em quando, como eu disse, faz falta uma conversa diferente. Faz falta uma saída distraída, uma relaxada na rotina, uma renovação de ares. Faz falta algo que não envolva edital, revisões, doutrina, jurisprudência, banca examinadora ou lei de sei lá o quê. 

Apenas faz falta uma turma nova para me encaixar.