7.5.11

Amores quase impossíveis

Ao mesmo tempo em que digo que quero alguém, sinto que preciso passar mais tempo sozinha. Eu e meu gosto por garotinhos só ganhamos confusão e aborrecimento (e nossa, como ganhamos!). Às vezes queria seguir o conselho da minha mãe e sair com alguém mais velho, mas não consigo. Termino caindo nesses encontros desajeitados, onde todos querem a mesma coisa e agem da mesma maneira.

Veja bem: por que é tão complicado apenas beijar? Quando sou apresentada a um cara, quero primeiro descobrir os gostos e pensamentos dele. Depois, quando estiver à vontade e segura da situação, confiro os documentos. Mas não. Os garotinhos de 20 e poucos mal ouvem nosso nome e num instante já caem da cintura para a bunda, enfiam as mãozinhas por dentro da nossa blusa e não satisfeitos, querem arrancar tudo de vez.

Sei que passo longe de ser uma Lolita, mas tenho curiosidade em saber como é a sensação de ser tocada de verdade. De estar com alguém que saiba conversar, que me pague um café e me seduza com palavras, antes de partir para o tato. Alguém que me beije devagar; que morda meu pescoço sem a intenção de arrancá-lo; que me encaixe num abraço apertado; que sussurre coisas meigas e sacanas no meu ouvido; que sinta o desenho da minha cintura; que não aperte os meus seios como se eles fossem patinhos de borracha; que saiba que tenho 1,70m de pele para sentir e percorrer, antes de chegar ao ponto principal; e que entenda que está ao lado de uma mulher com coração, desejos e medos, cujo corpo deve ser respeitado.

Quando penso nessas coisas, lembro do quanto me identifico com as frustrações da personagem de “Onze Minutos”, do Paulo Coelho. Mas como nada nessa vida é perfeito ou acontece como sonhamos, e muito menos há um pintor me esperando num aeroporto, assino aqui o meu atestado de mulher frustrada.

3 comentários:

  1. pode demorar um tempo, mas enfim a gente acaba encontrando esse cara. O problema é achá-lo no meio de tantos não tão bacanas assim.

    Mas ele aparece!asuaha . Beijo

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  2. Anonymous08 maio, 2011

    gostei dos patinhos de borracha..kkkk

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  3. O meu amor é 21 anos mais velho do que eu...e realmente é tudo de bom. Porém, eles quase sempre tem o domínio da relação e dificilmente não vem com a chamada "mala pronta" (ex-mulher e filhos...).

    Mas no geral acho que vale a pena :)

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Oi, tudo bem? :)