3.7.11

Sobre os grandes achados


No início de abril, quando estava no auge das minhas crises existenciais, participei de um curso de jornalismo oferecido pelo Itaú Cultural. Tirando a parte de que eu não sabia responder qual era a minha ocupação, em um questionário que eles entregaram, e no qual escrevi que era blogueira, foi uma sorte imensa ter me inscrito. Primeiro porque Cultura é minha editoria favorita. E segundo, pelo privilégio de ter conhecido a Eliane Brum e seus livros.

Enquanto ela falava e dava sua palestra, sobre a busca do personagem singular, parei de me sentir tão perdida. Ela fazia o tipo de jornalismo que eu sonhava e mostrava, ao comentar sobre as reportagens que fizera na vida, que minhas dúvidas tinham solução.

Fiquei tão encantada com cada palavra que ela dizia, que no fim lamentei não ter dinheiro para comprar os livros que estavam expostos. Mas como a vida sempre gosta de surpresas, o Submarino fez uma de suas promoções e colocou “O Olho da Rua” por um preço tentador.

Há alguns dias terminei a leitura desse livro, que se tornou meu companheiro de cabeceira. E a cada frase que eu lia, conseguia imaginar a voz suave da Eliane pronunciando palavra por palavra. A voz daquela jornalista calminha, que se vestia de um jeito legal, tinha um sotaque gostoso e vivia das histórias reais.

Ainda sorrio de felicidade quando lembro daquele curso. Foi um achado e tanto.

Um comentário:

  1. Muito bom ler alguém e encontrá-lo pessoalmente, ou virse-versa. Já experimentei isso com os escritores Antônio Torres e Aleilton Fonseca. Muito bom poder fazer perguntas diretamente ao autor. Ainda não li nenhum livro de cunho jornalístico, esse O olho da Rua, me parece atraente pela descrição que você fez da autora.
    Se puder colocar uma resenha do livro, além de divulgar o trabalho da escritora, poderá despertar interesse de outras pessoas a lerem livros de sua autoria.

    Abraços.

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