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6.11.11

Seis coisas que ainda farei

O meme se espalhou pela blogosfera e eu, que certa vez criei uma lista com cem coisas que gostaria de fazer antes de morrer, não poderia deixar a oportunidade passar. Voilà.

1. Relaxar de verdade


Se eu conseguisse dar uma folga à minha mania de pensar demais, minha vida seria infinitamente melhor. Eu me tornaria uma pessoa mais feliz, mais tranquila e muito mais produtiva. De toda a lista, diria que esse é o mais complicado e pessoalmente importante.


2. Comprar uma câmera fotográfica


Depois do jornal, e das minhas humildes experiências, meu interesse por fotografia cresceu bastante. Além disso, minha câmera e sua qualidade baixa estão precisando se aposentar. Principalmente num mundo cheio de obsolescência programada.


3. Ir para um Spa


Sou louca de vontade de passar um final de semana recebendo massagens, relaxando numa banheira com água morna e muita espuma, fazendo limpeza de pele e ouvindo musiquinhas relaxantes. O problema é que os preços são anti-convidativos. Mas tudo bem, um dia a tia aqui consegue matar dois coelhos numa cajadada só: relaxar e me hospedar num Spa.

4. Ter a Coleção Completa do Peanuts


Não lembro quando surgiu minha paixonite pelos quadrinhos e desenhos do Snoopy e Peanuts, mas lembro que durante meu último estágio fui uma freqüentadora assídua da livraria da universidade. E só baixei o facho quando consegui completar a coleção de pockets. #ficaadica, Papai Noel.

5. Estudar Gastronomia


Eu sei que o curso virou um tipo de modinha, mas desde sempre me interessei por culinária. E, como faço muitas besteiras e experimentos malucos, não custa nada estudar e me aperfeiçoar. A única coisa que ainda atrapalha é a mensalidade do curso e a falta de tempo para acompanhar as aulas.

6. Assinar alguma revista


É uma coisa boba e simples de se fazer, mas eu ouvia várias histórias de calotes e odisséias para encerrar assinaturas. Ainda assim, espero que algum dia eu crie coragem e assine a Piauí. Quem sabe até a Rolling Stone e a Bravo!.

13.7.11

Desafio Literário

Estou acostumada a ficar do lado que faz as perguntas e tal. Mas como a história aqui é sobre livros, e eu ando em crise de ideias, deixo para vocês o desafio que recebi da Roberta.

1 - Existe um livro que você leria e releria várias vezes?
R: Apesar de contar uma história bem bobinha, eu perdi as contas de quantas vezes li Crescer é Perigoso, da Márcia Kupstas. Sempre achei o livro bem gostoso de ler e sempre me identifico (e rio demais) com as merdas que acontecem na vida do personagem.

2- Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
R: Há muitos anos eu tentei ler O Nome da Rosa, do Umberto Eco, mas nem consegui. Eu começava, depois parava por um bom tempo e, como já tinha me perdido, retornava até o primeiro capítulo. O problema é que cansei de tantas citações em latim e abandonei de vez a leitura. Fiquei só com o filme.

3 - Se você escolhesse um livro para ler para o resto da sua vida, qual seria ele?
R: Com toda certeza, seria Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Márquez. Além de eu já ter lido esse livro umas quinze vezes, é um dos poucos que não consigo cansar e toda vez que leio, percebo os personagens de uma maneira diferente e vou me identificando com algum.

4- Que livro você gostaria de ter lido, mas que, por algum motivo, nunca leu?
R: Eu queria ler Crime e Castigo, do meu querido Dodô, mas acho que ainda não estou preparada (ou com paciência suficiente) para encarar tantas páginas. Mas tem uma porção de outros livros que eu sempre quis ler... só me falta o dinheiro para comprar tudo.

5 - Qual livro que você leu cuja "cena final" você jamais conseguiu esquecer?
R: Alguns livros tiveram uns finais malucos, meio idiotas ou foram felizes e tal. Mas acho que Fim de Caso, do Graham Greene, e O Xangô de Baker Street, do Jô Soares, tiveram um final meio memorável.

6 - Você tinha o hábito de ler quando criança? Se lia, qual tipo de leitura?
R: Minha mãe me deu de presente uma caixa com vários livrinhos de capas fofas (e que só agora descobri que eram da Coleção Paraíso da Criança), com historinhas tipo O Pequeno Polegar e A Cigarra e a Formiga, que eu lia antes de dormir. Depois, virei frequentadora assídua da biblioteca da escola.

7 - Qual o livro que você achou chato, mas ainda assim o leu até o final?
R: Foram tantos que eu nem lembro mais. Para ser boazinha, vou citar apenas A Rainha Liberdade, do Christian Jacq.

8 - Indique alguns dos seus livros favoritos.
R: Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez), O Olho da Rua (Eliane Brum), todos do Snoopy, Memórias de uma Gueixa (Arthur Golden), A Cadeira do Dentista (Carlos Eduardo Novaes), a maioria dos livros do Bukowski e da Martha Medeiros, e por aí vai.

* Eu teria que repassar o desafio para outras pessoas, mas vou deixar aberto para quem se interessar :)

19.7.10

Ela

Quem eu sou?














O que me faz sorrir?













(dá para entender que dançar me faz sorrir?)


O que me faz chorar?













A minha cor:













A melhor lembrança?


















A música é?


















Um filme:












Um pecado:













Um cheiro:















Esporte:
















Hobby:












Livro:















Um sonho:




















Três lembranças da infância:










Demorei para postar, mas aqui está, meu Charlie B. Agora dedico à Franci, Luciana, Carolda e Jenniffer.

23.12.09

Primeiro beijo

As ruas estavam imundas, as pessoas se agarravam a seus guarda-chuvas carcomidos, e um cara quase me atropelou por causa da pista molhada. Aquela chuva que veio tão de repente transformou a cidade num caos. E eu vinha tão feliz, por meu expediente ter acabado, e imaginando a hora em que voltaria para casa e desabaria no sofá.

Bem ou mal, mas um tempo depois consegui chegar em casa. Tirei aquela roupa ensopada, tomei um banho, e enquanto penteava o cabelo, vi aquela frase escrita atrás da porta do banheiro. “Meu primeiro beijo foi doce a atrapalhado. Meu primeiro beijo foi mágico, mas rápido”. Senti uma vontade louca de rir quando li aquilo. Quem será que escreveu? Com certeza foi uma daquelas meninas sonhadoras, que acham que tudo é como um algodão-doce. Que bobagem. Até parece que tudo é assim tão lindo...

O meu primeiro beijo foi um desastre. Das meninas que andavam comigo, eu era a única que ainda não tinha beijado ninguém. Mas o que eu podia esperar? Feia, magrela, desengonçada. Acho que mais estranho ainda foi o cara que eu beijei. Não lembro direito o nome dele. Só sei que eu ficava olhando, porque achava ele até bonitinho, mesmo que usasse aqueles óculos feios que a lente escurece no sol. E as cantadas que ele me dava eram horríveis! Mas deixa para lá.

Só sei que no dia da festa de São Pedro, uma daquelas tradições juninas de quem mora no nordeste, estava na rua olhando uns meninos fazerem guerra de buscapé, e lá vem o tal. De camisa xadrez, cinto e bota. Quase um vaqueiro e eu começando a virar uma punk. Putz! Nem lembro mais como a coisa começou. Mas estava lá, meio abobada e sem saber o que fazer com aquela coisa mole na minha boca, ao mesmo tempo em que tentava me esconder atrás do muro, com medo do meu pai aparecer na porta e ver o que eu estava fazendo.

Foi tudo bem rápido. Não foi lá muito bom, porque eu não sentia nada por ele, e o pior de tudo é que o cara gostou de mim depois. Veio com uns papos de querer namorar e tal, e com o orgulho de quem foi inúmeras vezes rejeitada, dei todo o troco na pobre criatura. Depois dele vieram outros beijos. Alguns forem piores do que o primeiro, outros imensamente bons e deliciosos.

Balancei a cabeça, como se tentasse esquecer aquela lembrança boba, e comecei a secar o cabelo. Depois sentei no sofá, acendi meu cigarro, e por alguma razão ainda fiquei lembrando daquela noite. Pois é. Mas pior que o primeiro beijo, só a primeira foda.


Beijos para: Pam, Beibe, Sarah, Luciana, Vitória e Andrey